logorréia:
profusão de frases sem sentido e/ou inúteis; compulsão para falar, loquacidade exagerada que se nota em determinados casos de neurose e psicose ...

Espalhe a palavra!

Publicado: April 6th, 2010 | Autor: logorreia | Categorias: Curiosidade, Idiomas | Tags: , , | Nenhum Comentário »

Compreensão

Compreensão

Justin Sirois, da Narrow House, criou uma campanha muito bacana: ensinar ao mundo uma única palavra árabe: فِهْم.

A palavra — que quer dizer compreensão — é pronunciada fihm. Note que o h não é mudo e deve ser pronunciado como na palavra house.

Acesse o site oficial da campanha.


As Luas de Urano

Publicado: April 3rd, 2010 | Autor: logorreia | Categorias: Curiosidade | Tags: , , | Nenhum Comentário »

Urano, o sétimo planeta do Sistema Solar, tem 27 luas catalogadas, e todas elas foram nomeadas de acordo com os personagens dos trabalhos de William Shakespeare e Alexander Pope. De acordo com a Wikipedia:

Ariel, Umbriel, Belinda vêm do poema O Rapto da Madeixa (The Rape of the Lock), de Alexander Pope.

Das peças de William Shakespeare são:

Titânia, Oberon, Puck – de Sonho de uma Noite de Verão
(Ariel), Miranda, Caliban, Sycorax, Prospero, Setebos, Stephano, Trinculo, Francisco, Ferdinand – de A Tempestade
Cordelia – de O Rei Lear
Ofélia – de Hamlet
Bianca – da peça A Megera Domada
Créssida – da peça Tróilo e Créssida
Desdémona – de Otelo
Julieta, Mab - Romeu e Julieta
Pórcia – O Mercador de Veneza
Rosalinda – de Como Gostais
Margaret – de Muito Barulho por Nada
Perdita – de Contos de Inverno
Cupido – da peça Timã de Atenas

Miranda

Miranda, uma das luas de Urano com nome de personagem shakespereano


Mark Twain em vídeo

Publicado: March 19th, 2010 | Autor: logorreia | Categorias: Curiosidade, Literatura Estrangeira, Vídeo | Tags: , , | 1 Comentário »

Este é, provavelmente, o único registro em vídeo do escritor norte-americano Mark Twain. O escritor e suas filhas foram filmados pelo inventor Thomas Edison:


Enriquecendo o vocabulário

Publicado: March 19th, 2010 | Autor: logorreia | Categorias: Curiosidade, Idiomas | Tags: , , , , , | Nenhum Comentário »

Hoje aprendi três palavras curiosas:

  1. Sabe quando você escuta mal uma frase e acaba entendendo outra coisa? Por exemplo, alguém fala “Já podeis” e você entende “Japonês”. Em inglês esta confusão se chama mondergreen.
  2. Já o soramimi é um pouco diferente, o problema aqui é quando você escuta uma música numa língua estrangeira e associa foneticamente uma frase da música com uma frase do idioma materno. O Youtube está cheio de exemplos de soramimis. Vai de Carmina Burana ao tema de abertura de Jaspion.
  3. E para terminar, sabe como se chama o espaço que existe entre as duas sobrancelhas? Pois então, é glabela. E o equivalente em inglês é ophyron.

Aliás, aproveito o post para divulgar o recém-criado Palavroso, um tumblelog para listarmos as palavras incomuns e curiosas da língua portuguesa. Colabore! E caso prefira as palavras curiosas do inglês, uma ótima opção é o Word Journal. No momento eu estou fundindo a cuca para descobrir o equivalente em português para purlicue. Alguém sabe?


Para ler no frio

Publicado: March 1st, 2010 | Autor: logorreia | Categorias: Curiosidade, Leitura | Nenhum Comentário »

Esta coberta com mangas parece uma boa saída para aqueles dias frios em que você não sabe se aquece os braços ou se continua a leitura correndo o risco de congelar:

Estará à venda em breve. Confira mais detalhes(dica da Talita)


Etimologia de poesia em árabe e alemão

Publicado: February 8th, 2010 | Autor: logorreia | Categorias: Citação, Curiosidade, Idiomas, Leitura, Poesia | Tags: , , , , | Nenhum Comentário »

Do ABC da Literatura, de Ezra Pound:

“Grande literatura é simplesmente linguagem carregada de significado até o máximo grau possível”.

Dichten = condensare.

Começo com a poesia porque é a mais condensada forma de expressão verbal. Basil Bunting, ao folhear um dicionário alemão-italiano, descobriu que a idéia de poesia como concentração é quase tão velha como a língua germânica. Dichten é o verbo alemão correspondente ao substantivo Dichtung que significa poesia e o lexicógrafo traduziu-o pelo verbo italiano que significa condensar.

D’A Poesia Árabe Moderna e o Brasil, de Slimane Zeghidour:

Os historiadores consideram que as grandes culturas semíticas originam-se do deserto arábico, e que elas estão portanto no começo de tudo: o termo beduínos vem de BADW, que significa exatamente começo. A única arte que os nômades podem desenvolver é de fato a língua — que se torna assim o que Heidegger disse: “a morada do ser”. A frase do filósofo alemão é tão verdadeira que o verso poético árabe chama-se BAYT (literalmente casa) e palavra diz-se MOUFRAD (de FARD, ou seja, indivíduo). Assim, verso poético, diz-se BAYTAL AL CHI’IR e a tenda dos beduínos chama-se BAYTAL CHA’R (a casa do pêlo). Constata-se claramente a semelhança, a equivalência e a simbiose entre o indivíduo, o meio ambiente e a língua. São argumentos que se referem ao determinismo do meio ambiente; mas, na verdade, foram razões religiosas que marcaram a língua aramaica e, em conseqüência, o árabe. No aramaico, língua mãe das línguas semíticas faladas (etíope, fenício, etc) e litúrgicas (siríaco, hebreu, etc.), a palavra poesia, CHI’IR, designa também o canto. Canto e poesia são inseparáveis e têm uma função religiosa. Cantava-se para os deuses, daí o caráter sagrado de CHI’IR.


Os rios de Joyce

Publicado: January 18th, 2010 | Autor: logorreia | Categorias: Curiosidade, Idiomas, Leitura, Literatura Estrangeira | Tags: , , | 3 Comentários »

No 12º capítulo de Quase a Mesma Coisa – Experiências de Tradução, Umberto Eco comenta a reelaboração radical: quando um tradutor toma tantas licenças ao traduzir um texto que o resultado final acaba sendo uma reelaboração e perde a característica de reversibilidade. Se revertermos a tradução no Google Translate, por exemplo, ficará difícil (ou impossível) perceber o texto original.

Neste capítulo ele mostra alguns trechos de Finnegan’s Wake traduzido para o italiano e para o francês pelo próprio James Joyce. O livro é famoso por conter o máximo do experimentalismo de Joyce. “Para passar a sensação do fluir do Rio Liffey, o livro contém, variadamente mascarados, cerca de oitocentos nomes de rios”.

O Rio Liffey, em Dublin

O Rio Liffey, em Dublin

Ao questionar os critérios de tradução escolhidos por Joyce, Eco cita um trecho do livro:

Tell us in franca langua. And call a spate a spate. Did they never sharee you ebro at skol, you antiabecedarian? It’s just the same as if I was to go par examplum now in conservacy’s cause of telekinesis and proxenete you. For coxyt sake and is that what she is?

E comenta:

Spate remete a spade e to call a spade a spade corresponde ao nosso dire pane al pane. Mas spate remete também à idéia de rio (a spate of words é um rio de palavras). Sharee junta share e o rio Shari, ebro junta hebrew e o Ebro, skol junta school e o rio Skollis. Saltando outras referências, for coxyt sake traz à mente não apenas o rio infernal Cocito, como for God’s sake (e portanto uma invocação, no contexto, blasfema).

Antes de prosseguir com a análise das traduções, ele deixa uma nota de rodapé:

Como Joyce nunca dizia uma coisa só, for coxyt sake remete também ao Cox River, e um falante inglês sugeriu-me também uma alusão obscena, dado que for coxyt sake soa bastante parecido com for coxiti’s ache, onde coxitis é uma espécie de luxação do quadril e poderia, então, sugerir uma pain in the ass. Atenho-me à intuição do falante e não enfeitarei mais.

Simplesmente genial! Não consigo descrever de outra forma. Se eu conseguir ler Ulisses — e pretendo fazer isso antes do Bloomsday deste ano — pode ser que um dia eu crie coragem pra tentar me afogar no Finnegan’s Wake.


Yeats e Freud em domínio Público!

Publicado: December 31st, 2009 | Autor: logorreia | Categorias: Curiosidade, Eventos, Literatura Estrangeira, Poesia | 1 Comentário »

William Butler Yeats

W. B. Yeats: a partir de hoje, em domínio público.

Hoje é dia de comemorar. O primeiro de janeiro, além do início de um novo ano, representa também o dia em que vencem os direitos autorais de muitas obras. A partir de hoje os trabalhos do pai da psicanálise, Sigmund Freud, caem em domínio público. Além dele, os poemas e peças do irlandês William B. Yeats também passam a ser de todos nós. Um conto de Yeats pode ser encontrado no já comentado Contos Irlandeses do Início do Séc. XX, uma compilação organizada e traduzida por Luci Collin.

A lista completa dos nomes que entram em domínio público a partir de hoje pode ser consultada no Public Domain Works.

Atualização: A Biblioteca Nacional da Irlanda preparou uma versão virtual da exposição que está mantendo sobre a vida e o trabalho de W. B. Yeats. Vale a pena conferir!

Exposição virtual sobre Yeats

Exposição virtual sobre Yeats

Feliz 2010! Feliz Dia do Domínio Público!


Peanuts, por Bukowski

Publicado: September 22nd, 2009 | Autor: logorreia | Categorias: Curiosidade, Literatura Estrangeira, Quadrinhos | Tags: , , , | 1 Comentário »

E se as aventuras da turma do Snoopy tivessem sido escritas pelo Bukowski? Confesso que eu nunca tinha pensado na possibilidade de substituirmos um Charles pelo outro, o Schulz pelo Bukowski. Mas felizmente alguém foi além da imaginação e também criou prosa, poesia e tirinhas baseando-se nesta hispótese:

Schroeder tocava o piano e as garotas adoravam ele. Elas podiam sentar ali durante horas e assistir ele tocar. Schroeder tinha um pau grande, também, e as garotas também adoravam isto.  Quando Schroeder não tocava um instrumento, tocava o outro.  Ele poderia tocar piano durante o dia todo e foder durante a noite toda e dormir apenas uma ou duas horas. Ele veio até o bar numa tarde dessas e sentou perto de Charlie.

Esta e outras histórias podem ser lidas — em inglês — no site Peanut, by Charles Bukowski. A dica veio do Literary Kicks.


O jovem Pessoa na internet

Publicado: September 15th, 2009 | Autor: logorreia | Categorias: Curiosidade, Leitura, Literatura Estrangeira, Poesia | Tags: , , , | Nenhum Comentário »

Fernando Pessoa aos 20 anos

Fernando Pessoa aos 20 anos

Em 1918, Fernando Pessoa estreiava como autor publicando em inglês Antinous - poema sobre o amor entre o Imperador Adriano e Antínoo – e 35 Sonnets. Antinous pode ser lido na íntegra em http://purl.pt/13961, numa versão microfilmada da Biblioteca Nacional de Portugal. Porém, como os arquivos são um tanto grandes, talvez você prefira puro texto ou um PDF menos gráfico oferecido pelo Projeto Guttemberg. De acordo com a Wikipedia, os poemas em inglês foram resenhados com destaque no Times, porém não consegui encontrar o artigo buscando nos arquivos do jornal.

No site da Biblioteca Nacional de Portugal também possível folhear o primeiro número da Revista Orpheu, lançada em conjunto com Mário de Sá Carneiro e outros amigos em 1915.  A revista trimestral anunciava na sua página de Condições que nunca teria menos de 72 páginas e custaria, “invariavelmente, 30 centavos o número avulso, em Portugal, e 1$500 réis fracos no Brazil”.