Nosso amigo Antonio Fabri deixou um comentário com a lista dos 32 volumes das principais obras de Júlio Verne lançadas até o momento nas bancas brasileiras. Já que a falta de informações é grande e o leitor precisa conviver com o medo de ter a coleção interrompida a qualquer momento, talvez seja útil dar destaque para a lista.
Obrigado, Antonio!
Vol.1 – A volta ao mundo em 80 dias
Vol.2 – Vinte mil léguas submarinas
Vol.3 – Cinco semanas em um balão
Vol.4 – Viagem ao centro da terra
Vol.5 – Da terra à lua
Vol.6 – Os filhos do capitão Grant na América do Sul
Vol.7 – Os filhos do capitão Grant na Austrália Meridional
Vol.8 – Os filhos do capitão Grant no Oceano Pacífico
Vol.9 – Miguel Strogoff
Vol.10 – A escola dos Robinsons
Vol.11 – À roda da lua
Vol.12 – Um herói de quinze anos
Vol.13 – A ilha misteriosa – Os náufragos do ar
Vol.14 – A ilha misteriosa – O abandonado
Vol.15 – A ilha misteriosa – O segredo da ilha
Vol.16 – Atribulações de um chinês na China
Vol.17 – Os quinhentos milhões da Begun
Vol.18 – Aventuras do capitão Hatteras – os ingleses no Pólo Norte
Vol.19 – Aventuras do capitão Hatteras – O deserto de gelo
Vol.20 – Dois anos de férias
Vol.21 – A cidade flutuante
Vol.22 – A jangada
Vol.23 – Aventura de três russos e três ingleses na África Austral
Vol.24 – César Cascabel
Vol.25 – As Índias negras
Vol.26 – Heitor Servadac – O cataclismo cósmico
Vol.27 – Os habitantes do cometa
Vol.28 – O raio verde
Vol.29 – Os náufragos do Jonathan – Primeira parte
Vol.30 – Os náufragos do Jonathan – Segunda parte
Vol.31 – A estrela do Sul
Vol.32 – Os piratas do arquipélago
Em um encontro de escritores africanos em Durban, na África do Sul, em que se colocou essa questão, quer dizer, a maioria dos escritores africanos, praticamente todos, todos nós temos mais leitores fora do que dentro (do país de origem), então isso faz de cada escritor uma espécie de tradutor, porque nós estamos a escrever para um leitor que está no exterior, e portanto de alguma forma estamos a traduzir, tentar traduzir enquanto escrevemos, a nossa realidade para esse leitor que não faz parte da nossa realidade.
Não para de morrer gente neste mundo. O time está ficando desfalcado e este blog nada logorréico está quase se tornando um blog-obituário. Roberto Piva faleceu no dia 3 de julho. Diversos sites prestaram as suas homenagens. Destaque para o Cronópios, O Bule e Germina Literatura. Como se não bastasse, hoje faleceu Harvey Pekar, o anti-herói americano.
Este ano está sendo de perdas: Glauco, Wilson Bueno, Howard Zinn, Salinger e, agora, José Saramago. O Nobel português morreu hoje aos 87 anos, em Lanzarote.
Na próxima quarta celebramos o dia de Leopold Bloom. Curitiba não fica de fora. Até o momento, a programação que vi por aí é a seguinte:
BLOOMSDAY na reitoria: dia 16/junho, no anfiteatro 1100 do prédio Dom Pedro I (Rua General Carneiro, 460), à partir das 14h. Terá música, palestras, debates, leituras e gravuras ao vivo. A programação detalhada (via @vaguelypulse):14h: A canção Love’s Old Sweet Song executada por Caetano Galindo e Ana Torquato. 14h30: leitura de trechos 15h: Música M’appari executada por Caetano Galindo e Ana Torquato 15h30: leitura de trechos em mais de uma língua 16h: Música The Croppy Boy executada por Caetano Galindo, Ana Torquato e convidados e apresentação dos “Dublês de Dublin”! 16h30: Palestra do Prof. Ivan Justen sobre o cap. de Cila e Caribde 17h30: debates
Durante todo o evento haverá confecção de xilogravuras retratando partes do livro, pela aluna de Belas Artes Elisa Biassio Telles Bauer. Haverá também a venda de bottons do James Joyce e do evento.
Bloomsday na biblioteca!
Biblioteca Pública do Paraná: Leitura e debate de “Ulisses — James Joyce”, no Auditório Paul Garfunkel, 2º andar. (via Simultaneidades)
Livrarias Curitiba: em comemoração ao Bloomsday (16/06), onde é celebrado o romance Ulysses do escritor James Joyce, Ivan Justen Santana e William Crosué Teca realizam uma palestra sobre a literatura e as artes na obra de Joyce. A seguir, os palestrantes que formam a dupla Os dublês de Dublin, farão um pocket-show interpretando duas canções relacionadas a obra. 19h30, Livrarias Curitiba do Shopping Palladium.
Se você souber de mais algum evento, por favor, deixe um comentário.
Recebi por e-mail o cartaz do Abril de Shakespeare, evento anual que acontece aqui em Curitiba e que está na sua quinta edição. No ano passado eu pude assistir apenas uma palestra — Shakespeare e a desrazão: os loucos e bobos nas peças do dramaturgo — e foi muito legal. Espero que este ano eu possa participar mais.
Eu sempre esbarro no nome Sinan Antoon, principalmente porque ele é o principal tradutor do poeta palestino Mahmoud Darwish (para o inglês). Depois desta entrevista fiquei com vontade de ler o primeiro romance dele, I’jaam: An Iraqi Rhapsody, que acabou de ser publicado.
Alguns trechos da entrevista rapidamente traduzidos:
“Eu costumo pensar que se a juventude não for radical, então quem será?”
“Linearidade gera tédio e monotonia. Mais uma coisa: ela é um mito popular. Nós nem sequer pensamos nas nossas vidas ou lembramos delas de uma maneira linear. Linearidade é uma tentativa da mente de impor alguma lógica e ordem nesta existência aleatória e irracional!”
“Eu penso em mim como um cidadão do mundo; onde quer que eu esteja eu tentarei ser crítico e manter uma distância, uma distância crítica, mas também escrever bem. Mahmoud Darwish, meu poeta favorito, disse que “todo poema bonito é um ato de resistência.” Então não adianta ter a política certa, mas não satisfazer esse desafio estético.”
“(…) ser recluso é bom para escrever poesia! Mark Twain disse que “a sociedade e a família são os piores inimigos do artista”!”
Guilherme da Silva Braga comenta, no blog da L&PM, sobre a aventura de traduzir Jack Kerouac:
Um dos aspectos mais gritantes, no caso específico de Kerouac, é o som e o ritmo da prosa original, dotada de uma naturalidade incrível, que a faz soar quase como se fosse de fato um texto falado – o que às vezes de fato acontece, como por exemplo no enorme capítulo de Visões de Cody intitulado Frisco: a fita. Assim, um dos grandes desafios de traduzir Kerouac é manter essa espontaneidade, essa vivacidade da língua falada no texto escrito – algo que não estamos acostumados a ver. Muito do que pode parecer desleixo e improviso destrambelhado quando escrito na página soa exatamente como falaríamos no dia-a-dia se lido em voz alta com a entonação adequada (verdade que em certos casos soa tal como falaríamos depois de tomar um porre, mas ainda assim o efeito de verossimilhança permanece).