logorréia:
profusão de frases sem sentido e/ou inúteis; compulsão para falar, loquacidade exagerada que se nota em determinados casos de neurose e psicose ...

Rock Leituras

Publicado: March 15th, 2010 | Autor: logorreia | Categorias: Eventos, Poesia | Tags: , , , , | Nenhum Comentário »


Rock Leituras - 30/03/2010

Vi este cartaz colado pelo centro de Curitiba e hoje lembrei de conferir o tumblr do Rock Leituras. O recital será realizado no Auditório Paul Garfunkel da Biblioteca Pública do Paraná, no dia 30 de março de 2010, às 18 horas.


Etimologia de poesia em árabe e alemão

Publicado: February 8th, 2010 | Autor: logorreia | Categorias: Citação, Curiosidade, Idiomas, Leitura, Poesia | Tags: , , , , | Nenhum Comentário »

Do ABC da Literatura, de Ezra Pound:

“Grande literatura é simplesmente linguagem carregada de significado até o máximo grau possível”.

Dichten = condensare.

Começo com a poesia porque é a mais condensada forma de expressão verbal. Basil Bunting, ao folhear um dicionário alemão-italiano, descobriu que a idéia de poesia como concentração é quase tão velha como a língua germânica. Dichten é o verbo alemão correspondente ao substantivo Dichtung que significa poesia e o lexicógrafo traduziu-o pelo verbo italiano que significa condensar.

D’A Poesia Árabe Moderna e o Brasil, de Slimane Zeghidour:

Os historiadores consideram que as grandes culturas semíticas originam-se do deserto arábico, e que elas estão portanto no começo de tudo: o termo beduínos vem de BADW, que significa exatamente começo. A única arte que os nômades podem desenvolver é de fato a língua — que se torna assim o que Heidegger disse: “a morada do ser”. A frase do filósofo alemão é tão verdadeira que o verso poético árabe chama-se BAYT (literalmente casa) e palavra diz-se MOUFRAD (de FARD, ou seja, indivíduo). Assim, verso poético, diz-se BAYTAL AL CHI’IR e a tenda dos beduínos chama-se BAYTAL CHA’R (a casa do pêlo). Constata-se claramente a semelhança, a equivalência e a simbiose entre o indivíduo, o meio ambiente e a língua. São argumentos que se referem ao determinismo do meio ambiente; mas, na verdade, foram razões religiosas que marcaram a língua aramaica e, em conseqüência, o árabe. No aramaico, língua mãe das línguas semíticas faladas (etíope, fenício, etc) e litúrgicas (siríaco, hebreu, etc.), a palavra poesia, CHI’IR, designa também o canto. Canto e poesia são inseparáveis e têm uma função religiosa. Cantava-se para os deuses, daí o caráter sagrado de CHI’IR.


Quantos livros de poesia comprei este ano?

Publicado: August 6th, 2009 | Autor: logorreia | Categorias: Curiosidade, Leitura, Poesia | Tags: , | 2 Comentários »

Seguindo o exemplo do Livros [s]em Critério, também responderei à pergunta feita no Poesia & Lda., blog que eu não conhecia e que agora já está devidamente adicionado ao Google Reader.

O curioso é que mesmo não sendo um bom leitor de poesia, percebi que de janeiro pra cá comprei sete livros do gênero, cerca de um livro por mês. Talvez eu esteja tomando gosto pela coisa. Minha lista é:

  • As Flores do Mal (Charles Baudelaire)
  • Sonetos Luxuriosos (Aretino)
  • Poesia Erótica em tradução de José Paulo Paes
  • Uma temporada no Inferno (Rimbaud)
  • As filhas de lilith (Cida Pedrosa)
  • Descaminhar (Pedro Tostes)
  • Mensagem (Fernando Pessoa)

Para ajudar a difundir o meme, diz aí: quantos livros de poesia você comprou neste ano?